faz transbordar o Atlântico
O comício que Portugal<br> nunca tinha visto
Um comício como nunca se viu em Portugal. O Atlântico transbordou e foi pequeno para acolher os milhares de pessoas que, vindos de todo o País, compareceram no passado dia 14, ao grande comício de Jerónimo de Sousa. Muitos, não conseguindo entrar, assistiram a tudo a partir de um ecrã gigante colocado junto à entrada do pavilhão, num segundo mar de gente que a imagem parcialmente retrata. Mas antes ainda receberam a «visita» do candidato que fez, para eles, um breve mas intenso comício.
«Não tínhamos espaço maior no País para realizar este comício», afirmou Jerónimo de Sousa aos milhares de apoiantes que não conseguiram entrar no Pavilhão Atlântico e que se concentraram junto à entrada, constituindo, eles mesmos, um comício de grandes proporções – maior do que qualquer um feito por qualquer uma das outras candidaturas.
Falando de cima do camião onde estava instalado um ecrã gigante, o candidato comunista, numa intervenção curta mas plena de emoção, destacou: «Estamos aqui a transbordar, é uma iniciativa como nunca se viu em Portugal». E, olhando os muitos milhares de pessoas que o escutavam, afirmou: «Vocês é que me dão força para continuar este combate». As bandeiras agitaram-se e soltaram-se as palavras de incentivo. «Jerónimo avança, com toda a confiança.»
Desde as duas horas da tarde que se formavam filas para entrar no pavilhão que voltou, por umas horas, a ser da Utopia, daquela concreta e feita de gente e de luta. Abertas as portas passados trinta minutos, depressa o grande recinto atingiu a sua máxima lotação. Não foi preciso chegar atrasado para já não se conseguir entrar e para fazer transbordar para fora de portas o apoio a Jerónimo de Sousa e a esperança de novo rumo para Portugal.
Lá dentro, os Zés Pereiras de Basto, a Banda Municipal do Barreiro e a Brigada Vitor Jara marcavam o compasso da determinação e da confiança. A fechar os espectáculos, Luísa Basto cantou uma nova versão do Venceremos, acompanhada pelos músicos da Brigada e pela multidão que transbordava o Atlântico.
Muitos, muitos mil
Mas não havia tristeza nos rostos de quem não entrou. Havia a alegria, o orgulho, a confiança de estarem a participar naquela que foi – de longe, de muito longe – a maior iniciativa desta campanha. A alegria, o orgulho e a confiança de constituírem uma «força imensa, de luta, de alegria, de esperança e de construção do futuro», como afirmou o candidato. Sentimentos e convicções estes partilhados com os muitos milhares que, lá dentro, enchiam o pavilhão e não se cansaram de apoiar esta candidatura e os valores e causas que transporta. Valores e causas das quais são, eles mesmos, portadores e construtores.
«Isto daqui de cima é muito bonito», afirmou a partir da tribuna o mandatário nacional, Mário Nogueira, olhando o manto de bandeiras vermelhas e brancas que cobria por completo o recinto do pavilhão Atlântico. A resposta não se fez esperar: «Somos muitos, muitos mil, para continuar Abril».
O mandatário destacou que a mobilização de tantos milhares de pessoas nesta «impressionante manifestação de apoio» à candidatura de Jerónimo de Sousa, confirma que ela «cresce todos os dias e a olhos nunca vistos». Para Mário Nogueira, «quem anda na rua, em campanha, percebe que o apoio a Jerónimo de Sousa não é virtual; é real e cada vez mais forte e impressionante». Recebido em apoteose, o candidato fez uma intervenção, que reproduzimos na íntegra.
Falando de cima do camião onde estava instalado um ecrã gigante, o candidato comunista, numa intervenção curta mas plena de emoção, destacou: «Estamos aqui a transbordar, é uma iniciativa como nunca se viu em Portugal». E, olhando os muitos milhares de pessoas que o escutavam, afirmou: «Vocês é que me dão força para continuar este combate». As bandeiras agitaram-se e soltaram-se as palavras de incentivo. «Jerónimo avança, com toda a confiança.»
Desde as duas horas da tarde que se formavam filas para entrar no pavilhão que voltou, por umas horas, a ser da Utopia, daquela concreta e feita de gente e de luta. Abertas as portas passados trinta minutos, depressa o grande recinto atingiu a sua máxima lotação. Não foi preciso chegar atrasado para já não se conseguir entrar e para fazer transbordar para fora de portas o apoio a Jerónimo de Sousa e a esperança de novo rumo para Portugal.
Lá dentro, os Zés Pereiras de Basto, a Banda Municipal do Barreiro e a Brigada Vitor Jara marcavam o compasso da determinação e da confiança. A fechar os espectáculos, Luísa Basto cantou uma nova versão do Venceremos, acompanhada pelos músicos da Brigada e pela multidão que transbordava o Atlântico.
Muitos, muitos mil
Mas não havia tristeza nos rostos de quem não entrou. Havia a alegria, o orgulho, a confiança de estarem a participar naquela que foi – de longe, de muito longe – a maior iniciativa desta campanha. A alegria, o orgulho e a confiança de constituírem uma «força imensa, de luta, de alegria, de esperança e de construção do futuro», como afirmou o candidato. Sentimentos e convicções estes partilhados com os muitos milhares que, lá dentro, enchiam o pavilhão e não se cansaram de apoiar esta candidatura e os valores e causas que transporta. Valores e causas das quais são, eles mesmos, portadores e construtores.
«Isto daqui de cima é muito bonito», afirmou a partir da tribuna o mandatário nacional, Mário Nogueira, olhando o manto de bandeiras vermelhas e brancas que cobria por completo o recinto do pavilhão Atlântico. A resposta não se fez esperar: «Somos muitos, muitos mil, para continuar Abril».
O mandatário destacou que a mobilização de tantos milhares de pessoas nesta «impressionante manifestação de apoio» à candidatura de Jerónimo de Sousa, confirma que ela «cresce todos os dias e a olhos nunca vistos». Para Mário Nogueira, «quem anda na rua, em campanha, percebe que o apoio a Jerónimo de Sousa não é virtual; é real e cada vez mais forte e impressionante». Recebido em apoteose, o candidato fez uma intervenção, que reproduzimos na íntegra.